quarta-feira, 26 de setembro de 2012

7º Encontro de Ruivos Naturais do RS

Vem aí o Sétimo Encontro dos Ruivos Naturais do Rio Grande do Sul. É sábado, dia 06 de Outubro em Porto Alegre!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A Garotinha Ruiva - Um texto um pouco safado


Discutiam alto. Sempre que ia à casa desse amigo enchia a cara. Desde que mal pentelhos tinha. Não ia ser agora que essa tradição iria mudar.

Discussões variadas povoaram a conversa no dia. Caos aéreo, engarrafamentos, as filhas das putas das cubanas que ganharam da gente de novo e tal, mas como sempre, acabaram chegando no sexo.

-Eu nunca vi uma ruiva pelada
-Nem eu
-Será que elas são ruivas embaixo também?
-Claro. Se forem mesmo ruivas, sem dúvida
-Eu conheço uma ruiva. Tem webcam e tudo
-Bora tirar essa dúvida então?
-Nem adianta. Já insisti de todas as formas pra que ela mostrasse. Nem peitinho rolou, não tem jeito
-Vaca
-É. Vaca

Eis que surge o irmão mais novo do amigo.

-Não são ruivas embaixo. Minha namorada é ruiva. É preto
-Preto? – perguntou o irmão
-É. Preto
-Como o das meninas que tem cabelo preto?
-É. Preto preto mesmo

Não sabia se ficava mais espantado com a novidade ou com a indiscrição do moleque. Fedelhinho filho da puta. Mal fez 17 e já viu uma ruiva pelada?

-Conta aí. Quer dizer que você namora uma ruiva e ela tem a buceta preta? O cabelo dela é pintado, né?
-Não é não. Ela vem aí daqui a pouco. Você vai ver
-Pede pra ela mostrar pra gente então
-HAHAHAHAHAHAHA

Tá rindo de que? Tô falando sério, moleque...

Blim blom

-Ó ela aí

Chegou a ruiva. Espetáaaaaaculo. Não bastasse ser uma ninfetinha com cara de boneca, ainda tinha perninhas grossas e peitinhos empinados. Sem sutiã.

E ainda era ruiva.

-Essa é a Ingrid – disse o fedelho, mal sabendo o que estava arrumando
-Oi Ingrid

Ingrid é nome de ruiva. Ingrid, Agnes, Ivana... por acaso alguém conhece uma ruiva chamada Josefa? Cleide? Duvido que conheça.

Conversava com a menina sem nem ouvir o que ela dizia. Sorria pra ela, hipnotizado com o movimento dos seus lábios. Ao mesmo tempo que ela corava, seus mamilos espetavam cada vez mais. Típico de ninfeta.

-Eu toco flauta. Aliás flauta e piano. Sou de descendência holandesa
-Não brinca?
-É sim. Meu sobrenome é Hoogenband
-Saboroso
-Hã?
-Nada, esquece...

Sentiu muito por ser tão filho da puta, mas teria que comer a namoradinha do irmão do amigo. Precisava disso. É cool já ter comido uma ruiva. Mesmo que seja pra dizer que foi uma merda.

-Você é jornalista, né?
-Como você sabe?
-O Marcos me falou

Fazendo propaganda ainda. Fedelho burro.

-Pois é. E sou músico também.
-Jura? Toca o que?
-Baixo.
-Huuuuuummmmmmmm, adoooooooooooooooooro

Tava aí a deixa que ele precisava

-Posso te mandar umas músicas da minha banda. Você tem MSN?
-Tenho sim. Deixa eu anotar que é difícil.

Essa é aquela hora que o céu fica preto e começa a relampejar. Mais ou menos como quando o Gorpo, do desenho do He-Man, soprou o chifre, ficou tudo escuro e ele teve que cantar aquela musiquinha idiota “o bem vence o mal, espanta o temporal...”

-Mas então. Você vai entrar hoje? Aí você me manda. Tô curiosa
-Não sei. To cansadão

Blaséeeeeeeeeeeeeeeeee

-Tá. Então amanhã você me manda

Marrentinha, é? Quero ver essa marra pelada...

Chegou em casa quase correndo. Tirou a roupa já ligando o computador. É hoje que ele vai ver se essa porra é preta ou ruiva. “Preta... até parece”.

Adicionou o impronunciável endereço no MSN. E lá estava o símbolo da webcam no cantinho da janela, também conhecido por trazer o paraíso até a sua casa. Seja lá de onde ele vem. A foto da filha da putinha já tinha um decote gigante e as marquinhas de biquíni estalando na pele cor-de-rosa.

-Cuidado com esse sol, menina. Você tá nova pra ter câncer de pele.
-Já tenho 17. Não estou nova pra mais nada...

Opa

-Sei
-:-P
-Vou mandar as músicas
-Tá

Ficaram um tempo em silêncio. Poucas eram as meninas de menos de 20 anos com quem conseguia conversar por mais de 5 minutos. Mas essa merecia um desconto. Era ruiva e tinha entre as pernas a resposta pra umas das maiores dúvidas da humanidade. Mais ou menos como a cura para o câncer.

-Mas e essa buceta aí? Ruiva ou preta?

Chegou a digitar duas vezes, mas riu e apagou.

-Eu gosto de homens mais velhos

Hein? Tá querendo.

-É mesmo? Não parece. O Marquinho tem a sua idade
-Ué, mas nós não namoramos. Tô ficando com ele só, mas nem sei se a gente vai sair mais.
-Ah é? Porque?
-Ele é muito devagar

Hummmmm... prafrentex, é? Sei.

-Acho que to precisando de um cara mais velho
-É fácil pra você. Mó gatinha, toda gostosinha... com essas marquinhas aí então.... rsrsrsrs
-Gosta?
-Muito. Quem não gosta?
-Você toca violão também?
-Toco, pouco mas toco
-Não quer vir aqui pra casa não?
-?
-Minha mãe viajou. Queria que você me ensinasse umas músicas.

“Tanta coisa pra te ensinar, minha querida...”

-Tá. Amanhã dou uma passada aí
-Não pô. Vem agora
-Agora? São 2h30
-E o que é que tem? Vem de bicicleta. Moro aqui do lado do Norte Shopping. Tu não leva nem cinco minutos até aqui

E era verdade. Galudo como estava então, pfff... dois e olhe lá.

-Então ta beleza. Vou me arrumar aqui e vou
-Ok. Vou tomar banho e te preparar uma surpresa
-Como assim?
-Sei da sua fama taradinho. Quem tem que se fazer de inocente aqui sou eu. ;-)

Ih alá... fácil assim? Tu é o cara!

Enrolou pra sair. Por mais afoito que estivesse, sabe como funciona a cabeça das ninfetas nessa hora. “Ele não vem. Filho de uma puta”. Claro que ia, mas ela não precisava ter essa certeza.

Pegou a bicicleta e chegou na casa da menina. Trabalhoso andar de Caloi 10 carregando um violão. É sempre nessas horas que lembra que tem que comprar uma capa. Mas seria a serenata a desculpa, então se equilibre e vá meu filho. “Preta ou vermelha...”, não conseguia parar de pensar.

Parou na porta da casa. Um cachorro com cara de estúpido ficou olhando pra ele. Não latiu nem foi até o portão. “Grande segurança, hein?”. E era feio ainda.

-Entra

A vozinha tinha um tom ainda mais angelical. O pijaminha estampado de Mickey deixava os mamilos salientes. Nem que ela estivesse de Victoria’s secret dos pés à cabeça lhe daria mais tesão. Fez na maldade.

Quando ia passar por ela na porta, ela o agarrou e lhe deu um beijo de ninfeta. Afoito. Babado. Daquele em que os dentes se batem várias vezes. Quase ruim. Mas tem desconto. Já sabe por que, né?

Quando passou pela porta já o jogou no sofá e pulou em cima. Sentia o cheiro que vinha dela, de tão excitada.

-Cara, e o Marco? Ele não vai ficar bolado? Sei lá, você estão juntos, estão transando (apesar de ser uma palavrinha escrota, achou 'foder' pesado demais para uma menininha daquelas)
-Nós? Tá Doido? Ele nem me viu pelada ainda
-Sério?
-Te juro. Muito devagar ele

Ah moleque mentiroso do caralho...

-Sei lá. Fico bolado
-Bolado com o que? Não sou nada dele. Ele não precisa nem saber.

Depois é homem que não presta. Pérola, né? Mas já perguntou o que devia. Não era de ferro também. Partiu pra cima da criança.

As alcinhas do pijama escorregaram pelos braços. O pai de um amigo disse certa vez: “nada no mundo é tão bonito como um peitinho de 17”. Era obrigado a concordar. Pareciam uma escultura. Os mamilinhos muito pequenos, o formato deles era esculpido com carinho. Apontando pras estrelas. Se Deus quando desenhou a menina daquela música estava namorando, sabia muito bem o que ele estava fazendo quando pensou nesses peitinhos. Danado.

Uma das coisas mais excitantes de estar com uma menina de 17 é que você quase pode comer. Não tem o permissionismo das maiores de idade, que se quiserem te dar, dão e foda-se. Elas, mesmo que queiram, estão fazendo algo errado, e você mais ainda. Delícia!

Teve a brilhante idéia.

-Dança pra mim?
-Claro. O que você quer?
-Britney, claro
-Não tenho. Black Eyed Peas serve?
-Serve
-Deixa eu trocar de roupa

Adoooooooooooooooooooooooooooooooooooro

Lembram de quando ele disse que nem de Victoria’s Secret ela ficaria tão tesuda? Pois é. Esquece. A menina voltou de corpete. Não sabia onde essas meninas estavam com a cabeça. Como que uma menina de 17 tinha um corpete? E era malandra ainda. Vestiu a calcinha por cima da cinta-liga. Não se enrolaria pra tirar. Sinal de que já usou antes. Sem-vergonha.

Começou o Black Eyed Peas. A menina já se esfregava nele, passava o meio das pernas em suas coxas, dava pra sentir o calor. Era agora, a grande dúvida iria chegar ao fim. Seria ele o Messias. Aquele que traria a boa nova. “Vermelha ou preta? Muito simples essa pergunta, caros amigos...”

Colocou a mão por dentro do elástico. Apertava a bunda da menina enquanto malandramente fazia com que a calcinha escorregasse braço abaixo. Quando ela percebeu que ele estava lhe tirando a roupa, parou e saiu de cima.

Opa, fiz merda.

-Deixa que eu quero te mostrar. Quero ver a sua cara

O coração estava disparado e a calça parecia ser três números menor do que ele vestia. Mal conseguia respirar dentro dela

-Olha – disse com uma mistura de inocência e maldade enquanto enrolava a calcinha bem devagar pernas abaixo
-Abaixa, abaixa...

Falou sufocando. O caminho da calcinha da cintura até o meio da bunda parecia uma viagem Rio-Bahia. Estava quase arrancando a tal, tamanho seu desespero. Foi ela se abaixando, abaixando e nada de aparecer o que ele esperava. Até que ao vê-la nua, não conseguiu esconder a cara de espanto.

-Ué?
-O que foi?
-Lisa?
-É. Acabei de raspar pra você no banho
-Poooooooooooorra Ingrid...


Ps.: Desconheço o autor.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Voltamos!

É isso mesmo, produção?
Sim, A Menina Ruiva voltou.
Para quem ignora, A Menina Ruiva:
Formou-se!
Foi pro Pará!
Voltou!
Operou-se! (hahaha)
E agora, depois de tanta bagunça, retorna ao blog, com mais força do que nunca!
Até mais, meus caros...
Dias melhores sempre virão.

domingo, 4 de setembro de 2011

Pratododia.

"O dia do prato chegou...
É quando eu encontro você...
Nem me lembro o que foi diferente..."

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sobre ônibus e gatos

Esperava o ônibus, com um gato miserável nos braços. Um gato feio e magro.
Poderia ser o menino mais triste com o gato mais feio do mundo.
Não pagaria passagem, de certeza. Sempre passou por debaixo da roleta sem reclamações do cobrador. Embora tivesse onze anos, o tamanho e a magreza lhe deixavam com corpo de criança de bem menos que isso.
A rota era a mesma, no mesmo horário, o motorista era o mesmo. O cobrador também. O menino continuava o mesmo, porém agora tinha um gato.
Ele sabia que ninguém lhe cobraria a passagem, mas e o gato? Deixariam o gato ir sem pagar? Tinha uns trocados que ganhara da mãe para comprar pão. Aliás, deveria voltar da aula com o pão, e não com um gato.
Gato feio. Gato pobre. Gato sem comida. Magro. Mas cabia direitinho no colo do menino, mais magro ainda. O gato se aninhava, como se nunca tivesse ganhado um colo em toda a vida.
Chega o ônibus.
- Deixa o gato! – Berra o motorista
- Eu pago pra ele... choraminga o tristonho guri.
- Gato não anda de ônibus, moleque! – Ele reconheceu a voz do cobrador ecoando no ônibus quase vazio. – Gato faz xixi e fede. Deixa ele, ou vai a pé pra casa hoje.
- Mas agora ele é meu amigo! – hesitou e soltou o que lhe agoniava há muito tempo - e você também fede!
Virou as costas e foi para casa a pé, sem pão e com o gato.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ode ao Gato - Neruda


Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Anne Geddes

Eu acho que ela tem o DOM.








domingo, 23 de março de 2008

Brilho eterno de uma mente sem lembranças


Nova droga 'apaga' lembranças ruins da memória

Pesquisadores das universidades de Harvard e McGill, em Montreal, testaram com sucesso uma droga que bloqueia as más lembranças. Segundo estudo publicado no "Journal of Psychiatric Research", a droga propranolol é usada em conjunto com psicoterapia para amenizar a memória de pacientes com estresse pós-traumático. De acordo com reportagem do site "Live Science", a técnica permite que psiquiatras interrompam o circuito bioquímico que recupera a memória.

Fonte: O Globo

A droga não apaga a memória, mas ajuda a apagar ou diminuir o fator emocional e permite que a pessoa recorde do fato, com o mesmo nível de memória que teria uma testemunha.
Se for realmente verdade, terá muito sucesso.

Teria alguma relação com Eternal Sunshine?

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Meu problema com certas palavras

Talvez ninguém aqui saiba que, quando adolescente, eu tinha um grande talento para a escrita. Drama e ficção sempre foram meus fortes.
Creio que os poucos que sabem que eu tinha esse talento, não saibam que eu parei de escrever meus romances, contos, poesias e crônicas por um problema com as palavras. Basicamente, porque não consigo digerir algumas delas...
Mas como o assunto inicial era o problema com palavras, vamos ao assunto. Vou explicar-lhes o meu maior problema relacionado à elas.
Algumas palavras provocam sensações imediatas inconvenientes, geralmente a sensação de pânico.
Segue-se meu breve relato.

Há 7 anos atras:

Tudo começou com a Kelly... a culpa era dela, oras!
- Oh Kelly, e tua mãe, como está?
- Tá bem, tá no hospital.
- Caramba!!!!!! Ela tá doente?????

Lori, mãe da Kelly é técnica de enfermagem e eu sabia disso.

6 anos atras.
Depois, veio a Miriele...
- Miri, cadê a tua mãe?
- Tá no hospital, né? Até parece que tu não sabe!
- Ai, que que ela tem?

Graça, mãe da Miriele também é técnica de enfermagem e, lógico que eu sabia disso.

De três anos para cá:
75% de minhas colegas trabalham na área.
- Alô.
- Oi, Beli é a Rose... Como tu tá?
- Oi, Rose... Eu to bem, e tu? Isso é hora de ligar? Onde tu tá?
- Ah, Beli... é que eu to no hospital e queria te pedir um favor...
- ROSE! O QUE HOUVE CONTIGO?!?!?!?!

Roselaine é técnica de enfermagem, e eu sempre soube disso.

Há menos de um mês:
Amigos na área.
Beli diz: Gui, cadê o Gu?
Gui diz: Olha, o Gu tá no hospital, né?
Beli digita: Meu Deus, o que aconteceu com ele???

Gustavo é médico, e eu sei que ele quase mora no hospital.

Quinta-feira passada:
A Rose, de novo!
- Alô.
- Oi Beli... É a Rose, tudo bem?
- Oi Rose, to saindo da aula. Tu tá na uni?
- Não Beli, to no hospital...
- Rose, puxa vida, que foi que aconteceu?

Tá, pode falar o que quiser, até me chamar de lesada, numa situação dessas.
Mas certas palavras têm um peso negativo para mim.
Hospital é uma delas.
Mas vai dizer que a culpa não foi deles????

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Seus poemas,
dentre as páginas de um livro,
apareciam sempre de surpresa,
e era como se a gente descobrisse uma folha seca
um bilhete de outrora
uma dor esquecida
que têm agora o lento e evanescente odor do tempo…

A epígrafe, meio grande é verdade, retrata as dores que vem nos visitar de vez em quando. Quintana escreveu isso sobre a sua amizade com Cecília Meirelles, e de fato as dores que vão e vêm são tão diversas quanto estranhas. Algumas delas a gente simplesmente não lembra e quando a gente percebe... PIMBA! É uma mistura de lembrança do que não houve com a saudade do que poderia ter sido. As vezes é um pouco mais concreta é mais real... Dói mas sossega. Como diz o Quintana, tem o lento e evancescente odor do tempo. Nada com o tempo para sossegar as dores.
Infelizmente o mundo é muito pequeno e cheio de encruzilhadas onde encontramos nossa vida de anos atrás. É como se gostássemos de errar novamente e da mesma forma. A vida está na nossa frente, é uma estrada reta... cheia de intersecções que insistimos em usar como retorno e atrasar a nossa viagem.

Bjos a todos.